O COMPLEXO DO OUTRO EM LACAN

O Nebenmensch, A Coisa e a Constituição Do Desejo
Fabiana Louro
No Seminário 7, A ética da psicanálise, Jacques Lacan retoma uma noção freudiana decisiva para pensar a constituição do sujeito, o Nebenmensch. O termo, presente no Projeto para uma psicologia científica de Freud, pode ser traduzido como próximo, semelhante ou outro humano ao lado. Trata-se daquele primeiro Outro que comparece diante do desamparo inicial do bebê, oferecendo cuidado, resposta e mediação com o mundo (FREUD, 1996).
Em Lacan, porém, o Nebenmensch não é apenas o outro que socorre. Ele também é aquele que introduz o sujeito no campo da linguagem, da demanda, do desejo e da falta. Por isso, a experiência com o próximo não pode ser compreendida apenas como encontro com uma figura protetora. O próximo também é enigmático. Ele cuida, mas deseja. Ele responde, mas não responde tudo. Ele oferece presença, mas também introduz ausência. É nessa ambiguidade que Lacan localiza uma das vias fundamentais para pensar das Ding, a Coisa, conceito central do Seminário 7 (LACAN, 1997).
Assim, o objetivo deste artigo é apresentar, de maneira acessível e consistente, a leitura lacaniana do Nebenmensch, articulando-a ao problema do Outro, da Coisa, da Lei, do desejo e da ética da psicanálise.
O DESAMPARO E A NECESSIDADE DO OUTRO
Freud parte da condição de desamparo do bebê humano. Ao nascer, o sujeito não dispõe de recursos próprios para satisfazer suas necessidades. A fome, a dor, o frio e o desconforto não podem ser resolvidos por ele de modo autônomo. É necessário que alguém venha de fora e realize aquilo que Freud chama de ação específica, uma intervenção capaz de reduzir a tensão corporal e produzir uma primeira experiência de satisfação (FREUD, 1996).
Esse ponto é fundamental porque mostra que o humano não se constitui isoladamente. Desde o início, a vida psíquica depende da presença de um outro. O bebê chora, mas seu choro ainda não é uma demanda formulada. Ele é, inicialmente, uma descarga de tensão. No entanto, quando alguém escuta esse choro, interpreta-o e responde a ele, esse grito passa a ganhar valor de mensagem.
É o Outro que transforma o grito em apelo. É o Outro que supõe ali uma necessidade, uma intenção, um pedido. Nesse sentido, o sujeito é introduzido na linguagem antes mesmo de poder falar. Ele é falado, interpretado e situado no desejo do Outro.
A necessidade, portanto, não permanece como dado puramente biológico. Ao passar pelo Outro, ela se transforma em demanda. E, nessa passagem, algo se perde. A resposta do Outro nunca coincide plenamente com aquilo que estava em jogo no corpo. Há sempre um resto. É nesse intervalo entre necessidade, demanda e resposta que o desejo começa a se constituir, ponto amplamente desenvolvido por Lacan ao longo de seu ensino.
O NEBENMENSCH COMO PRIMEIRO PRÓXIMO
No Projeto para uma psicologia científica, Freud apresenta o Nebenmensch como esse outro humano que surge no campo da experiência primária do sujeito. Ele é o próximo, o semelhante, aquele que está ao lado e que participa da primeira experiência de satisfação. Contudo, Freud também indica que essa experiência não é inteiramente transparente. O próximo se apresenta de modo dividido, ou seja, uma parte dele pode ser reconhecida, associada e inscrita na memória; outra parte permanece estranha, opaca e não assimilável (FREUD, 1996).
Lacan retoma esse ponto no Seminário 7 para mostrar que o próximo não é simplesmente o semelhante imaginário, aquele com quem o sujeito se identifica no plano da imagem. O próximo é também aquele que carrega uma alteridade radical. Ele é familiar porque cuida, toca, alimenta, fala e responde. Mas também é estranho porque nele há algo que escapa à compreensão do sujeito (LACAN, 1997).
Essa distinção é importante para não reduzir o Nebenmensch à figura da mãe concreta ou a qualquer personagem biográfico específico. Embora muitas vezes essa função seja ocupada pela mãe ou por quem exerce os primeiros cuidados, o conceito diz respeito a uma função mais ampla. Trata-se do Outro que responde ao desamparo, introduz a linguagem e marca o corpo do sujeito com significantes, afetos e enigmas.
A DIVISÃO DO PRÓXIMO E O SURGIMENTO DE DAS DING
A leitura lacaniana destaca a divisão freudiana do próximo. De um lado, há aquilo que pode ser reconhecido no Outro: sua voz, seus gestos, seu rosto, seus cuidados, seus movimentos, seus modos de presença. Esses elementos podem ser associados, lembrados e inscritos na cadeia das representações.
De outro lado, há algo que permanece fora dessa assimilação. Há um núcleo estranho no próximo, algo que não se deixa traduzir completamente em imagem, palavra ou lembrança. É esse ponto que Lacan aproxima de das Ding, a Coisa (LACAN, 1997).
A Coisa não deve ser entendida como um objeto comum. Ela não é uma coisa concreta que o sujeito poderia reencontrar no mundo. Ela designa, antes, um ponto de exterioridade íntima, algo que está no centro da vida psíquica, mas que não pode ser plenamente simbolizado. Lacan localiza das Ding justamente nesse campo inaugural da relação com o próximo, mostrando que o sujeito se constitui em torno de um núcleo de perda e de estranheza (LACAN, 1997).
Essa formulação é decisiva porque desloca a compreensão do desejo. O desejo humano não se reduz à busca de objetos de satisfação. Ele se organiza em torno de algo que falta, de algo que foi perdido de maneira estrutural. O sujeito busca nos objetos do mundo algo que jamais se apresenta por completo.
A COISA COMO OBJETO ESTRUTURALMENTE PERDIDO
Para Lacan, das Ding está ligada a uma satisfação impossível de ser reencontrada. Não se trata de um objeto que um dia foi possuído e depois perdido. Trata-se de um objeto que só se constitui como perdido. A Coisa é o nome desse vazio em torno do qual o desejo se organiza (LACAN, 1997).
Essa ideia pode ser difícil para quem está iniciando o estudo lacaniano, pois estamos acostumados a pensar o desejo como busca por algo determinado. Deseja-se uma pessoa, um reconhecimento, um objeto, uma conquista. Contudo, para a psicanálise, nenhum objeto empírico consegue responder inteiramente à falta que estrutura o sujeito.
O alimento pode satisfazer a fome, mas não responde plenamente à demanda de amor. O reconhecimento pode trazer satisfação, mas não resolve a pergunta sobre o lugar do sujeito no desejo do Outro. O amor pode oferecer laço, presença e sentido, mas não elimina a divisão subjetiva.
Nesse sentido, a Coisa funciona como uma referência impossível. Ela causa o movimento do desejo, mas não pode ser possuída. É por isso que o desejo humano se desloca, substitui objetos, cria fantasias, insiste em repetições e encontra caminhos pela via da palavra, do sintoma e da sublimação.
A EXTIMIDADE DA COISA
Uma das formulações importantes de Lacan é a ideia de que aquilo que há de mais íntimo no sujeito também lhe é exterior. Essa lógica será posteriormente trabalhada por meio do termo extimidade, mas já está presente no modo como Lacan pensa das Ding no Seminário 7 (LACAN, 1997).
A Coisa é íntima porque toca o centro da experiência subjetiva. Mas é exterior porque não pertence ao eu, não é dominada pela consciência e não se deixa integrar plenamente ao campo do sentido. Há, portanto, algo de estrangeiro no coração do sujeito.
Essa formulação tem grande importância clínica. Muitas vezes, o sujeito sofre justamente por encontrar em si mesmo algo que não reconhece como próprio. Ele repete escolhas que não compreende, sustenta laços que o fazem sofrer, retorna a posições que conscientemente gostaria de abandonar. A psicanálise não trata isso como simples erro de julgamento ou falta de vontade. Ela escuta, nesses movimentos, uma lógica inconsciente ligada ao modo como o sujeito foi marcado pelo Outro, pelo desejo e pela falta.
O OUTRO QUE CUIDA TAMBÉM DESEJA
O Nebenmensch não é apenas aquele que satisfaz necessidades. Ele é também aquele que deseja. Esse ponto é essencial para compreender a passagem da necessidade à demanda e da demanda ao desejo.
O Outro alimenta, mas também olha. Cuida, mas também interpreta. Responde, mas também espera algo. A criança não recebe apenas cuidados materiais. Ela recebe palavras, olhares, expectativas, ausências, excessos e modos de presença. Por isso, desde cedo, algo se organiza em torno de uma pergunta fundamental "O que o Outro quer de mim?"
Essa pergunta atravessa a constituição subjetiva. O sujeito não se pergunta apenas o que quer do Outro, mas também que lugar ocupa no desejo do Outro. Essa questão aparece em muitos campos da vida, como por exemplo no amor, na relação com os pais, no trabalho, na relação com o saber, com a autoridade e com os ideais.
Como observa Lacan, o desejo do sujeito está profundamente articulado ao desejo do Outro (LACAN, 1998). Isso não significa que o sujeito apenas reproduza o desejo alheio. Significa que sua constituição passa por esse campo anterior no qual foi nomeado, esperado, interpretado e desejado.
NECESSIDADE, DEMANDA E DESEJO
Para compreender a importância do Nebenmensch, é útil distinguir necessidade, demanda e desejo.
A necessidade diz respeito ao corpo e às exigências vitais. O bebê sente fome, frio, dor ou desconforto. A demanda surge quando essa necessidade passa pelo campo do Outro. O choro é interpretado, respondido e inserido em uma rede de significações. A criança passa a depender não apenas do objeto que satisfaz a necessidade, mas também da presença e do amor do Outro.
O desejo aparece, então, como aquilo que resta dessa operação. Ele não se reduz à necessidade, nem se confunde inteiramente com a demanda. O sujeito pode receber aquilo que pediu e, ainda assim, permanecer insatisfeito. Isso ocorre porque, na demanda, há sempre algo além do objeto solicitado. Há demanda de amor, de presença, de reconhecimento, de lugar no desejo do Outro.
Lacan desenvolve essa diferença em diversos momentos de sua obra, especialmente ao pensar a relação entre linguagem, falta e constituição do sujeito (LACAN, 1998). Para quem está iniciando o estudo lacaniano, esse ponto é fundamental. O desejo humano nasce justamente porque nenhuma resposta do Outro recobre plenamente aquilo que se perde na entrada na linguagem.
A LEI E A DISTÂNCIA NECESSÁRIA DA COISA
No Seminário 7, Lacan articula das Ding à Lei. Essa articulação é decisiva porque permite compreender que a Lei não deve ser pensada apenas como repressão. Ela também tem uma função estruturante.
A Coisa está ligada a um ponto de gozo que ultrapassa o princípio do prazer. Enquanto o princípio do prazer busca certa regulação da tensão, a Coisa aponta para uma satisfação excessiva, impossível e potencialmente devastadora. O acesso direto à Coisa não produziria harmonia, mas excesso (LACAN, 1997).
A Lei intervém, portanto, como aquilo que estabelece uma distância necessária. Ao interditar o acesso direto à Coisa, a Lei permite que o desejo circule. Ela abre o campo da substituição, da palavra, da fantasia, da sublimação e dos laços possíveis.
Por isso, em Lacan, a interdição não é apenas negativa. Ela também produz condições para o desejo. Sem distância em relação à Coisa, o sujeito ficaria capturado por uma busca impossível de satisfação absoluta. Com a Lei, torna-se possível desejar sem ser inteiramente absorvido pelo gozo.
O PRÓXIMO E A INQUIETAÇÃO DO LAÇO HUMANO
Um dos momentos preciosos do Sem. 7, é a leitura lacaniana do mandamento "amarás o teu próximo como a ti mesmo". Lacan problematiza essa fórmula porque, para a psicanálise, o próximo não é apenas aquele que merece amor, compaixão ou reconhecimento. O próximo também é inquietante (ou outra maneira de representarmos o Unheimlich).
O outro humano pode despertar ternura, identificação e cuidado, mas também rivalidade, angústia, inveja, ódio e agressividade. Isso ocorre porque o próximo carrega algo que não dominamos. Ele possui um desejo que nos escapa e um modo de gozo que pode nos parecer estranho. No encontro com o próximo, o sujeito também se depara com algo de sua própria estranheza (LACAN, 1997).
Assim, o próximo não é apenas semelhante. Ele é semelhante e estranho ao mesmo tempo. É alguém com quem posso me identificar, mas também alguém que me coloca diante de uma alteridade radical. Essa é uma das razões pelas quais Lacan recusa uma ética fundada apenas no ideal do bem. O laço humano é atravessado por ambivalência, desejo, agressividade e gozo.
O COMPLEXO DO OUTRO
Podemos chamar de complexo do Outro essa trama inaugural em que o sujeito se constitui diante de um Outro necessário, desejante e enigmático. O Outro primordial salva o sujeito do desamparo, mas também o marca com perguntas que podem acompanhá-lo por toda a vida.
Que lugar ocupei no desejo do Outro?
Fui amado?
Fui esperado?
Fui vivido como excesso?
Fui tomado como reparação?
Fui objeto de angústia?
Fui convocado a completar o Outro?
Fui deixado cair?
Essas perguntas não aparecem necessariamente de modo consciente. Muitas vezes, elas se manifestam em sintomas, inibições, escolhas amorosas, repetições, angústias e impasses no laço social.
A clínica psicanalítica não busca apenas reconstruir fatos da infância. Ela procura escutar como o sujeito se posicionou diante do desejo do Outro e como continua, no presente, respondendo a esse enigma. É nesse sentido que a história importa, mas não como uma sequência objetiva de acontecimentos. Ela importa como trama significante, como modo de inscrição subjetiva e como repetição.
FANTASIA E RESPOSTA AO DESEJO DO OUTRO
Diante do enigma do desejo do Outro, o sujeito constrói fantasias. A fantasia pode ser entendida como uma cena inconsciente que oferece ao sujeito uma resposta possível à pergunta sobre o que ele é para o Outro.
O sujeito pode se colocar como aquele que deve salvar o Outro, completar o Outro, satisfazer o Outro, decepcionar o Outro, desaparecer para não incomodar, provocar para ser visto, ou sacrificar-se para garantir um lugar no laço. Essas posições não são sempre conscientes, mas podem orientar escolhas, afetos e repetições.
Lacan desenvolve a fantasia como estrutura fundamental na relação do sujeito com o desejo e com o objeto, especialmente em seu ensino posterior, mas suas bases já podem ser compreendidas a partir da problemática do desejo do Outro e da falta (LACAN, 1985; LACAN, 1998).
A fantasia não é simples imaginação. Ela organiza uma posição subjetiva. Por isso, na clínica, muitas repetições amorosas ou sintomáticas só se tornam legíveis quando escutadas a partir da fantasia que as sustenta.
SUBLIMAÇÃO E BORDA DA COISA
Outro ponto central do Seminário 7 é a sublimação. Lacan afirma que a sublimação eleva um objeto à dignidade da Coisa (LACAN, 1997). Essa formulação significa que certos objetos podem ocupar, para o sujeito ou para uma cultura, um lugar especial, porque bordejam o vazio deixado pela Coisa.
A arte é um exemplo privilegiado. Uma música, uma pintura, um poema, uma cena teatral ou uma escrita podem tocar o sujeito justamente porque não dizem tudo. Elas preservam uma zona de enigma. Não eliminam o vazio, mas lhe dão uma forma.
A sublimação, portanto, não consiste simplesmente em transformar impulsos em produções socialmente aceitas. Ela é uma operação mais profunda, na qual o sujeito encontra uma maneira de tratar o real sem ser destruído por ele. Ao criar uma borda para aquilo que não pode ser plenamente simbolizado, a sublimação oferece uma saída possível para o impasse entre desejo, falta e gozo.
A ÉTICA DA PSICANÁLISE
O Seminário 7 se chama A ética da psicanálise porque Lacan pretende diferenciar a ética analítica de uma moral da adaptação, da normalização ou da busca do bem-estar como ideal supremo.
Para Lacan, a ética da psicanálise se organiza em torno da relação do sujeito com seu desejo. Isso não significa defender uma liberdade sem limite ou uma satisfação imediata das vontades. O desejo, em Lacan, não é capricho consciente. Ele está ligado à falta, à Lei, ao Outro e ao impossível representado pela Coisa.
A pergunta ética formulada por Lacan, "agiste conforme o desejo que te habita?", não significa "você fez tudo o que quis?". Ela interroga se o sujeito cedeu ou não de sua posição desejante, se ficou inteiramente submetido aos ideais, à culpa, à demanda do Outro ou ao medo de perder seu lugar (LACAN, 1997).
A ética da psicanálise, portanto, não promete uma vida sem falta. Ela propõe uma escuta da responsabilidade do sujeito diante daquilo que o causa, do modo como deseja, repete, sofre e se implica em sua própria história.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A retomada lacaniana do Nebenmensch no Seminário 7 permite compreender que o sujeito humano nasce no campo do Outro. O primeiro próximo é aquele que responde ao desamparo, mas também aquele que introduz a linguagem, a falta, o desejo e o enigma.
Esse Outro primordial não é apenas cuidador. Ele é também portador de uma opacidade. Há algo nele que escapa à simbolização completa. É nesse ponto que Lacan situa das Ding, a Coisa, como núcleo estranho e impossível em torno do qual o desejo se organiza.
A Coisa não é um objeto que possa ser reencontrado. Ela é aquilo que se constitui como perdido e que faz o desejo circular. Por isso, o sujeito busca nos objetos, nos amores, nos sintomas, nas fantasias, na arte e nos ideais algo dessa primeira marca, mas nenhum objeto consegue coincidir plenamente com ela.
A Lei, nesse contexto, não é apenas repressiva. Ela permite uma distância necessária em relação à Coisa. Essa distância torna possível o desejo, a palavra, a sublimação e o laço com o outro.
Dessa forma, o complexo do Outro mostra que a subjetividade não nasce de uma harmonia inicial, mas de um desencontro inaugural. O sujeito é constituído por um Outro que o ampara e, ao mesmo tempo, o marca com uma pergunta. A análise pode ser pensada como o trabalho de escutar essa pergunta, reconhecer as respostas fantasmáticas construídas pelo sujeito e abrir a possibilidade de uma relação menos capturada com o desejo do Outro.
REFERÊNCIAS
CHEMAMA, Roland. Dicionário de psicanálise. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
DOR, Joël. Introdução à leitura de Lacan: o inconsciente estruturado como linguagem. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989.
FINK, Bruce. O sujeito lacaniano: entre a linguagem e o gozo. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.
FREUD, Sigmund. Projeto para uma psicologia científica [1895]. In: FREUD, Sigmund. Publicações pré-psicanalíticas e esboços inéditos. Obras psicológicas completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1996.
LACAN, Jacques. O Seminário, livro 7: a ética da psicanálise [1959-1960]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1997.
LACAN, Jacques. O Seminário, livro 11: os quatro conceitos fundamentais da psicanálise [1964]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1985.
LACAN, Jacques. Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998.
LAPLANCHE, Jean; PONTALIS, Jean-Bertrand. Vocabulário da psicanálise. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
MILLER, Jacques-Alain. Percurso de Lacan: uma introdução. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1987.
ROUDINESCO, Elisabeth; PLON, Michel. Dicionário de psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.



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